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Londrina, 26 de Setembro de 2017
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Nem a cavalo dá para passar - Na Vila Hípica, barro e escuridão fazem de rua um pasto

Moradores reclamam de décadas de abandono: sem asfalto e sem iluminação

18/06/2017
Walkiria Vieira
NOSSDODIA

Walkiria Vieira
Chamam a Isaías Canet de rua, mas como mostra a foto, é esse monte de terra aí, que vira barro quando chove

Morador do bairro Hípica, região oeste há mais de 30 anos, o caminhoneiro José Josué Gonçalves, 63 anos, convive com a lama e o barro na porta de sua casa por causa de um trecho da rua Isaías Caneti em situação que considera de abandono. Enquanto a filha lava a porta da casa para amenizar a poeira, Gonçalves reclama que isso faz sua conta de água ser mais alta do que deveria. "O jeito é a gente ir lavando por se não faz assim, acumulada muito barro em nossa porta. Cada carro, ônibus ou moto que vem de lá, deixa o rastro em nossa porta", lamenta. "Sem contar que aquele trecho esconde buraco e já cansei de acudir motoqueiro acidentado", reforça. O morador explica ainda que moradores se uniram e, juntamente com a faculdade que funciona na avenida Jockey Club, solicitaram asfalto para a via e adequações na iluminação. "Os estudantes são assaltados direto. Aqui é um breu de noite e os gatunos se aproveitam da situação. É perigoso demais", teme. Diante da Isaias Canetti, reportagem do NOSSODIA observa os que se aventuram e os que planejam como transpor tanta lama e alcançar o destino com segurança. O comerciante Michel Gomes para seu carro, observa e grita: "Agora lascou". Em um carro aberto, transporta uma equipamento delicado, branco e duvida da travessia. "Vou olhar alguém passar para ver onde está ‘menos pior’". A caminho da entrega do equipamento, não tem tempo a perder e segue com destreza e segurança. Marceneiro de uma empresa que fica localizada após o temido trecho, Aristides Carvalho, 53 anos, prefere a caminhada. "Descobrimos um atalho". E ao lado do lustrador e colega de trabalho Paulo Rodrigues, 50, encontra o asfalto após a caminhada. "O pedaço está feio e já tem mais de 30 anos. Achamos melhor cortar volta porque a água que fica aí parada fede e depois não tem o que limpe as botas. Várias pessoas já foram atrás de solução, mas dizem que não pode asfaltar porque é região de chácara", falam os trabalhadores.

Resposta
A reportagem procurou a Secretaria de Obras e a informação foi de que não há nenhum pedido sobre melhorias nessa rua. "Mas esse caso e essa rua não são estranhos", informou o servidor que a atendeu a reportagem. (W.V.)