NOSSODIA Online
NOSSODIA Publicidade
Londrina, 23 de Abril de 2018
nossobairro

O que acontece? - Rua Sergipe passa por onda de lojas fechadas

Quadra entre as ruas João Cândido e Pernambuco é a que mais sofre com as placas de aluguel

12/04/2018

Edson NevesNa rua Sergipe, da esquina da rua Mato Grosso até a rua Quintino Bocaiuva são no mínimo 18 pontos fechados e outros três em reforma


Quem atravessa a rua Sergipe, no centro de Londrina, seja a pé ou em algum veículo, nota que o comércio no local já não é mais o mesmo de outros tempos. O consumidor que se acostumou a encontrar lojas sempre de portas abertas, hoje se depara com muitos locais fechados e com a famosa placa de "aluga-se". Na rua Sergipe, a partir da esquina com a rua Mato Grosso até a esquina com a rua Quintino Bocaiuva, são no mínimo 18 pontos fechados e outros três em reforma.
A reportagem do NOSSODIA conversou com alguns comerciantes para saber o que se passa com a famosa via de comércio londrinense. A quadra entre as ruas João Cândido e Pernambuco é dividida entre os comércios ativos e inativos. Dono de uma loja de roupas destinadas ao público infantil no local há 10 anos, Shigueru Kiy conta que o movimento começou recentemente. "No começo (o comércio) era bom. De uns dois anos para cá, o movimento começou a cair. A gente tá dando um desconto de até 50% em algumas peças mas ninguém está querendo comprar. O governo fala que está bom, mas só se for bom para os grandes", comenta.
Outra comerciante no ramo do vestuário, Marli Carvalho mantém uma loja na rua Sergipe há 18 anos. Mesmo no calorão, ela disse que só liga o ar condicionado quando algum cliente entra no local, como forma de diminuir os gastos. Além disso, ela mostrou estar na bronca com a administração. "Os administradores, além de não serem comerciantes, são contra o comércio. Não tem nem mesmo uma indústria na cidade. O que vai movimentar o comércio?", questiona Marli, falando que o valor do aluguel também é um vilão na hora de se manter uma loja.
A falta de locais de parada e o alto preço dos estacionamentos particulares também não passaram impunes. "Antigamente existiam aquelas baias, em que o pessoal parava por alguns minutos e que dava tempo de fazer suas compras. Hoje, você mal para o seu carro para alguém descer que o motorista de trás já buzina. Os preços dos estacionamentos são caros. Não tem um cliente que não chega na loja e me pergunta: ‘o que aconteceu com a Sergipe?’. As pessoas estão assustadas", conclui. (Edson Neves/NOSSODIA).

Fala, Acil
Além de comerciante – está há 31 anos no local e atualmente possui um restaurante na esquina com a Rua Pernambuco -, Angelo Pamplona é diretor comercial da Acil (Associação Comercial e Industrial de Londrina) e membro do grupo Nova Sergipe. Ele diz que o fechamento de lojas consideradas "âncoras" foi determinante para o atual situação da quadra. "Nós perdemos duas farmácias, uma loja de calçados e outra de tecidos que mantinham um fluxo grande de clientes, e quem substituiu não deu conta. Vários proprietários baixaram o valor do aluguel para conseguir atrair novas lojas", afirma. Em relação ao Nova Sergipe, projeto que existe desde 2009, Pamplona destacou que o objetivo da entidade é de revitalizar a via, seja na parte física, visual ou de capacitação. No entanto, segundo ele, por falta de verba por parte da Prefeitura, apenas o último item está sendo realizado. "Estamos buscando fazer treinamentos com os empresários para melhorar o atendimento. Temos a palavra do prefeito (Marcelo Belinati) que com a entrada de recursos, parte será repassada para nós para darmos sequência ao projeto", completa. (E.N.)